RUA PASSOS MANUEL, Nº 24 – 3ºEsq
Em junho de 1911, Fernando Pessoa mudou-se para Arroios, instalando-se no 3º andar esquerdo do número 24 da Rua Passos Manuel com a sua tia materna “Anica”. Em setembro de 1911, o padrasto do escritor, João Miguel Rosa, foi nomeado Cônsul-Geral de Portugal nos territórios sul-africanos do Império Britânico. Rosa, a sua esposa e os meios-irmãos de Pessoa estabeleceram-se em Pretória após deixarem Durban. Em 1912, Fernando Pessoa conheceu Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Nesse mesmo ano, estreou-se como escritor profissional, colaborando com a revista A Águia, do Porto. Em abril de 1912, publicou o seu primeiro artigo crítico, “A Nova Poesia Portuguesa Considerada Sociologicamente”. Seguiram-se, em maio, o artigo “Recidivando…” e, em setembro, o ensaio “A Nova Poesia no Seu Aspecto Psicológico”. A 13 de outubro, Mário de Sá-Carneiro partiu de Lisboa para Paris, dando início a uma intensa correspondência entre os dois.
Em janeiro de 1913, no regresso a casa, Fernando Pessoa compôs o soneto “Abdicação”. Em março, escreveu parte do seu poema inglês Epithalamium. No mesmo mês, contribuiu para a publicação Teatro: Revista de Crítica com o artigo “O Naufrágio de Bartholomeu”. Em abril de 1913, o celebrado artigo de Pessoa, “As Caricaturas de Almada Negreiros”, foi publicado na revista A Águia. Em agosto do mesmo ano, a revista A Águia apresentou o primeiro excerto publicado do Livro do Desassossego, assinado pelo autor e intitulado “Na Floresta do Estranhamento”. Pessoa escreveu o drama estático O Marinheiro entre 11 e 12 de outubro e começou a colaborar com o semanário Teatro: Jornal de Arte no mês seguinte.

